Para que serve
Em um incêndio, a fumaça mata antes do fogo. A pressurização joga ar para dentro da caixa de escada, criando uma pressão maior que a dos pavimentos. Com a escada mais pressurizada que o corredor, a fumaça não entra na rota de fuga, e as pessoas descem em ar respirável.
O sistema tem três partes: o ventilador, o duto que distribui o ar pela caixa de escada e o quadro de comando que liga tudo quando o alarme dispara. A terceira parte é a mais esquecida, e a que mais falha.
Os cinco pontos que costumam falhar
O teste que o síndico pode acompanhar
Não é preciso ser técnico para verificar o básico. Peça à empresa de manutenção que faça um disparo de teste na central de alarme e observe três coisas: o ventilador de pressurização parte sozinho, as portas da escada continuam fechando por completo, e o painel de comando sinaliza o pavimento correto. Se qualquer um desses três falhar, o sistema não está pronto.
Guarde o relatório de cada teste. Na vistoria do Corpo de Bombeiros, o histórico de manutenção pesa tanto quanto o equipamento instalado.
Manutenção e laudo
A manutenção preventiva envolve limpeza e verificação do ventilador, aferição do quadro de comando, teste do acionamento pela central e conferência das portas e vedações. O resultado deve gerar um laudo com responsável técnico, que é o documento apresentado na vistoria.
Quando o sistema é antigo e não tem projeto arquivado, o caminho é levantar a instalação existente, corrigir o comando e comissionar de novo. Sai mais barato do que descobrir a falha durante uma emergência.